Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005

Sextas-feiras!

Estive pensando em periodizar as postagens dos volumes do livro todas as sextas-feiras. Mas infelizmente nesta, que seria a primeira, não vou poder atualizar o blog porque tive um problema no computador. Porém, como o problema já está resolvido, prometo que vou fazer o possível para escrever alguma coisa hoje (25/02) para tentar postar amanhã (26/02).

Um abraço a todos.

Domingo, Fevereiro 20, 2005

(Nº 5)

Seguinte, pessoal! Tenho andado com muitos problemas pessoais e pouquíssimo tempo para pensar na atualização da minha estória. O que, conseqüentemente, afeta na própria atualização do blog. Mas, assim como algumas pessoas que conheço (Né, Cris!?), também estou bem ansioso para dar continuidade e concluir logo a estória (até porque o gosto de realização deve ser bem recompensador!)... E como isso seria impossível sem atualizações mais periódicas, acho que tenho mais do que obrigação de dedicar algum tempo para isso.

Vamos deixar de “enrolação” e começar logo o nosso post de número 5.

(...)

Vanda estava muito preocupada em como falar ao Alex sobre o que sabia. Não tinha idéia de como seria sua reação. “Meu Deus! O que será dele quando souber de tudo?! Acho que não vai agüentar... Preciso pensar em algum jeito de ajudá-lo antes que seja tarde”. Pensava em como solucionar aquele problema que começava a tomar proporções grandes demais.

Em um dia desses bem comuns, daqueles em que nos aborrecemos no trabalho, pegamos uma condução lotada demais, alguém conta piadas de mau gosto, tropeçamos em algo definitivamente mais duro do que o nosso pé, enfim um desses dias em que acordamos com o bom, velho e famoso pé esquerdo. Foi em um desses dias, em que já não faltava mais nada de extraordinário para acontecer, que aconteceu...

Enquanto voltava para casa, depois do dia de trabalho, Alex resolveu parar no banco da praça perto de onde morava, para ficar pensando na vida. Andava muito abalado com tudo o que estava acontecendo. “Será que eu não podia ter problemas normais como todo o resto do mundo?”, pensava com todo o seu complexo de mártir. “Essa vida está começando a me cansar. Está parecendo até uma conspiração contra mim. Não fosse a Vanda... Ah! Eu não sei o que seria de mim”.

Quando cansou de ficar ali, quase que inutilmente, parado e sozinho no banco daquela praça, foi que percebeu que já havia levado muito tempo filosofando sobre sua vida. Distraía-se com o que já não acontecia mais, que era as pessoas passando para todos os lados, com suas diferentes preocupações estampadas em seus rostos. Devia ser hora de dormir, pois o bairro já estava completamente deserto e não havia mais nenhuma alma viva nas ruas.

Estava na hora de ir embora. Levantou-se e pôs-se a caminhar para casa e...

— Você tem alguma coisa que me pertence, garoto! Falava uma voz com um tom grave e sombrio que congelou a sua espinha de tanto terror que causou.

Alex, então, já começou a pensar nas diferentes estratégias de sair correndo dali, temendo o assalto que estava para sofrer. Se conseguisse correr antes de ser abordado fisicamente, de repente, teria mais chances de se desvencilhar do assaltante. Mas alguma coisa o impedia de agir de forma precipitada. Era como se aquilo tivesse que acontecer e, logo depois das frações de segundo que gastou para analisar todas essas possibilidades, resolveu levantar os braços e render-se:

– Pode levar tudo o que quiser! Dizia sem ao menos se preocupar em olhar para trás e ter de encarar o bandido de frente. Só peço que não leve os meus documentos! Tenho pouco dinheiro na carteira, mas acho que já dá para quebrar o galho. Falava com a voz levemente trêmula e pausada.

Ele ficou ali, parado, naquela posição de rendição por alguns segundos, até tomar coragem e se virar para trás e ver quem era o autor do assalto.

Qual não foi a sua surpresa em ver que não havia ninguém. O lugar continuava tão deserto como quando passou. Ele simplesmente não via ninguém, à exceção de um gato preto que se esgueirava pelos cantos como se estivesse à procura de comida pelos latões de lixo.

Não foi preciso muito tempo para que se colocasse a correr desesperadamente para casa. Aquilo nunca tinha acontecido antes. Nunca sofrera um assalto na vida, nem tampouco havia imaginado qual seria sua reação. Chegando em casa trancou a porta violentamente, correndo em seguida para seu quarto, batendo e trancando também esta atrás de si. Logo após, recostou na porta e se abaixou, pondo as mãos na cabeça e agradecendo a Deus por não ter acontecido nada. Estava perdendo o controle. Não conseguia nem mesmo perceber se piscava ou não, o que para falar a verdade não acontecia, porque mantinha os olhos fechados, tamanho o medo que se apoderava dele. Estava simplesmente estarrecido com o que acabara de acontecer.

– Meu Deus, pensou. Quem será que era? Que voz estranha era aquela? Ah, este meu medo! Por que não olhei para trás em tempo de identificá-lo? Mas que abordagem mais estranha – começou a se acalmar e analisar mais friamente o que havia acontecido, tentando juntar o quebra-cabeça com o que tinha escutado. O que será que ele queria, afinal de contas?

Pobre Alex. Estava enlouquecendo com tudo aquilo. Achava estar sendo vítima de algum tipo de conspiração ou, até mesmo, alguma brincadeira de muito mau gosto. Tudo era muito estranho. O Tom, que nada comentava a respeito da morta; a Vanda, dizendo que a tinha visto, com toda aquela descrição minuciosa; e agora, para completar, estava ouvindo vozes e com complexo de perseguição.
(...)

Terça-feira, Fevereiro 08, 2005

(Nº 4)

Gostaria de pedir aos meu amados fãs... ehehehe... que não esqueçam de dar as suas "EXPLÍCITAS" opiniões a respeito do novo visual do blog, com o banner concebido e desenvolvido por mim e a minha maravilhosa prima, Cristina. Espero que POSTEM COMENTÁRIOS a respeito.

Muito obrigado pela continuidade da atenção.


(...)


Aquela semana corria normalmente e nada de anormal parecia acontecer para continuar tirando-lhe o sono. Ele seguia com o seu cotidiano sem maiores problemas. Chegou até a esquecer da existência do medalhão, o qual guardara no fundo da gaveta de tralhas que tinha em sua cômoda. Continuava levando alguns afazeres do escritório para terminar em casa, o que consumia praticamente todo o seu tempo útil. A única coisa que ainda tinha espaço garantido nas suas preocupações, era a sua Vanda, que não saía de cabeça. Mas... Como iriam se encontrar mesmo no fim-de-semana...

Opa! Alguma coisa estava errada! Havia esquecido de ligar para ela. E já era quinta-feira! A coitada já deveria estar sem dedos de tanto roer as unhas esperando seu telefonema. Como havia sido distraído! Naquele dia em saiu correndo da firma, findou esquecendo de ligar para ela.

Triiiim! E antes que o telefone tivesse chance de dar o segundo toque, ouve a voz mais linda do mundo dizendo um simples e trêmulo...

– Alô!

– Olá meu anjo!

– Alex? – dizia, como quem quisesse uma confirmação do que acabava de ouvir – Oi, amor...

O tom de sua voz já perdia a vibração trêmula, passando para um nítido estado de euforia – Como é que você está meu amor?

– Estou bem, meu anjo. Responde Alex, tentando continuar o assunto e sendo cortado logo em seguida.

– Está bem? Mas como está bem? Você simplesmente não me ligou durante toda a semana. Tem idéia de como eu estava preocupada? Nem nos vimos no domingo, porque... Ah! Eu nem sei porque! Mas não nos vimos!

Alex já percebia que o seu plano dava certo. Mesmo com toda a raiva que ela demonstrava, arrumando a desculpa por não ter ligado, continuava fingindo que não tinham brigado. Então, como já era esperado...

– Meu anjo! Estive muito ocupado durante essa semana no trabalho. Você sabe que aquilo lá está uma loucura. Acho que o seu pai está querendo me matar de tanto trabalhar. Parece até conspiração. Não encontro nem tempo para poder falar contigo.

– Ah, coitadinho... Deve estar um trapo mesmo. Vou acertar as contas com o meu pai! Pode deixar, ta?!

– Deixe isso pra lá, Vanda. Não te liguei para isso. É porque estou com vontade de dar umas voltas no fim-de-semana e achei que, de repente, você gostaria da idéia de um cineminha e quem sabe depois... Um passeio... Sei lá! O que você me diz?

– Lógico que sim. Estou morrendo de saudades. Acho que um cineminha é muito melhor do que alugar aqueles filmes na locadora. É bom de vez em quando, né?! Esse marasmo de “namoro à quatro” já está ficando chato. Falava Vanda, referindo-se ao hábito de não saírem muito, sendo praticamente obrigada pelo anti-social a dividir o espaço com seus pais.

– Ok, então!

E assim conversaram por mais algumas horas ao telefone, sem nem perceberem o tempo passar. Eles dois se completavam. Um significava tudo para o outro. Tinham uma necessidade muito grande de coexistirem. Alex não era um cara muito sociável. Achava-se muito auto-suficiente e não se preocupava em como as pessoas o viam. Parecia não precisar tanto delas quanto de si mesmo. Exceto, é claro, de Vanda.

O fim-de-semana chegou e com ele o encontro também. Os dois viram o filme e resolveram andar um pouco. Acharam melhor um parque, para poder distrair a cabeça enquanto conversavam. Tudo corria bem até que Vanda resolveu dar uma crise de ciúmes, dizendo que tinha visto uma mulher dando em cima dele.

– Mas que tremenda cara-de-pau! Como é que essa velha fica dando em cima do namorado dos outros assim?

– Pára com isso, Vanda! Que vexame é esse? Você está querendo me matar de vergonha? Dizia ele, tentando entender o motivo de todo aquele ataque.

– E você bem que está gostando, né!? Que safada... Olhando pro namorado dos outros. Cadê essa mulher? Cadê? Agora ela vai se ver comigo.

– Vanda! – Insistia Alex em chamar a atenção da namorada que parecia fora de si, tentando procurar alguém que, ao que parecia, não existia – Pára com isso! Se havia alguma mulher dando em cima de mim, já desistiu de tanto medo de você! Para falar a verdade, você está com uma cara tão feia que até eu correria. Brincou Alex, puxando-a pela cintura e preparando um cinematográfico beijo no meio do parque.

Logo depois de beijá-la, abraçou-a bem forte fazendo com que sentisse toda a paixão que tinha e, dessa forma, tivesse mais certeza do lugar que ocupava em seu coração.

– Ah, meu amor! Desculpe pelo vexame! Eu perdi o controle. É que quando eu a vi... Olhando para você daquele jeito...

– Não se preocupe meu anjinho! Você é a única que tem espaço nesse coração de pedra aqui. O único pedaçinho de músculo vivo que ainda resta nele é seu. Eu te amo. E de mais a mais, não gosto nem um pouquinho de rugas. Acho até que vou morrer antes delas chegarem.

Falou brincando só para ver qual seria a sua reação. Ao terminar estas palavras, percebeu que seus olhos se enchiam de lágrimas e ganhavam um grande vazio. Ela baixou a cabeça e sacudiu em sinal de negação e pareceu entrar em desespero, abraçando-o com mais força do que havia usado minutos antes.

Mesmo sem entender, Alex resolveu desistir do resto do “passeio”, levando-a mais cedo para casa sem objeção nenhuma da parte dela.

– Amanhã nos veremos meu anjo. Prometo que virei bem cedinho e serei só seu o dia inteirinho. Falando isso, deu-lhe um beijo e saiu rapidamente para não dar chance do assunto se prolongar.

No dia seguinte, foi a casa dela fazendo com que o dia fosse magicamente simples e agradável. Contou piadas, fez cócegas, enfim, distraíram-se para compensar melhor o mal-estar do dia anterior. Até que, em meio às brincadeiras, teve a infeliz idéia de perguntar como era a “velha” do dia anterior e, surpreendentemente, ela se prontificou a descrevê-la sem nenhum problema:

– Humm... Até que era uma mulher bonita; acho que devia ter uns quarenta anos; os cabelos negros, lisos... Que certamente eram pintados, porque refletiam um brilhozinho pra lá de artificial; usava um sobretudo, luvas, scarpin salto 12, sei lá... Acho que é só isso que me lembro, eu não prestei muita atenção nela... Só sei que era horrorosa, viu!? Tem coisa muito melhor por aí. Dizia isso colocando as mãos na cintura e arrebitando o nariz com um certo sarcasmo estampado no rosto.Alex ficou impressionado com o que acabara de ouvir. Será que deixou escapar alguma coisa a respeito da mulher que viu morrer? A descrição estava mais perfeita do que se ele mesmo tivesse tentado.
(...)

Sábado, Fevereiro 05, 2005

(Nº 3)

Pessoal, primeiramente eu quero agradecer pelo carinho e participação nos coments, e, também, pelas críticas. Aí vai mais uma pequena parte do livro que eu prometo ser uma de "algumas" nesse feriado de carnaval. Acho que fiquei inspirado com a atenção... :)


(...)

Chegando em casa, Alex foi direto ao banheiro, onde espalhou toda a roupa pelo cômodo. Logo em seguida, entrou numa ducha bem gelada só para garantir que não sobraria nada do seu porre, que na verdade já havia sido espantado muito antes. Ficou ali, sentindo a água bater em sua nuca, embaixo do chuveiro e com a cabeça baixa durante um bom tempo. Enquanto relaxava, movendo e estalando o seu pescoço sob a massagem que a água fazia, já nem lembrava mais porque tinha tomado aquele porre. A única coisa que não conseguia tirar da cabeça era a cena daquela mulher morrendo...

Mesmo depois de ir para a cama, Alex não conseguia dormir porque estava completamente atormentado. Remexia-se para todos os lados. Foi quando lembrou do objeto que estava no bolso da calça e, com passos largos e bruscos, correu ao banheiro para pegá-lo.

– Onde está esta calça, meu Deus!? Onde será que eu enfi...? Ah! Aí está você, danadinha!

Remexeu então os bolsos da calça até que achou o objeto, tirando-o logo em seguida e parando estupefato a olhá-lo com admiração. Admiração esta que ele nem se dava conta. Foi para a cama, então, e ainda segurando o objeto se deitou novamente. Tentava simplesmente entender o que poderia ser aquilo.

“É! Parece um medalhão mesmo! Mas o que será esse símbolo aqui no meio? – virando o medalhão para um pequeno feixe de luz que vinha da janela. Nossa! É uma espécie de dragão. Mas o que será isso?”

E ficou assim por um bom tempo, tentando entender o que era o medalhão e a sua importância para aquela mulher. Até que caiu no sono e nem percebeu que conseguia finalmente dormir.

Triiiim – logo pela manhã aquele tortuoso e repetitivo barulho do relógio, insistia em chamá-lo à obrigação... Triiiim. Algo que, naquele dia em especial, não parecia estar nem um pouco interessado. Triii... Paft! Uma súbita pancada leva mais um pobre relógio ao chão, fazendo-o parar de tocar.

– Mmmm! – produz o primeiro ruído daquele dia, através de seu bocejo matinal.

Sim! Era segunda-feira, dia de trabalho. Alex mais uma vez se prepara para a luta. Ele era assim, apesar de não ser um cara satisfeito com seu trabalho, procurava fazê-lo da melhor maneira possível. Era muito perfeccionista. Fazer contatos, coordenar a manutenção dos veículos, atender as intermináveis ligações de clientes, enfim, todas as atividades que o levaram a nem perceber que o dia passou.

Contudo, ainda faltava um pequeno detalhe. Como pôde esquecer uma coisa com tamanha importância? Precisava ligar para a Vanda... Mas antes... Fazer as pazes.

Parou, pensou! Foi quando finalmente elaborou um plano infalível. Vanda representava tudo em sua vida e sem ela, não conseguia nem pensar em como respirar. Portanto, não valia à pena ficar bancando o durão. Afinal de contas, lembrava que havia sido muito ríspido quando brigaram. E Vanda, apesar de ser uma mulher forte, de personalidade, um tipo que está sempre junto para o que der e vier, quando se tratava de Alex... Ficava completamente desarmada e submissa. Aquela velha e bem conhecida fragilidade feminina... Ficava perto do telefone o dia inteiro esperando que o seu príncipe telefonasse disposta a fingir que nada tinha acontecido.

Bem! Baseado nisso, Alex, que a conhecia muito bem, montou o seu plano infalível.

– Vou ligar para ela e marcar um cineminha no fim-de-semana. Assim, ninguém tem o trabalho de ficar passível ao orgulho. Boa solução! Perfeita!

Foi quando parou e viu que praticamente já não tinha mais ninguém na firma. Pegou, então, sua maleta e foi embora.

Alex era do tipo de cara que dispensava qualquer conforto por uma boa e saudável caminhada. Apesar de precisar de duas conduções, naquele dia, decidiu que ao invés de dois ônibus, pegaria só um para poder aproveitar e dar uma esticada nas pernas.

Porém, quando nem esperava ver mais nada de estranho, teve a leve impressão de estar sendo seguido. O que mais dava medo era que quando olhava ao redor, não via nada de suspeito. Como nos filmes policiais, ninguém com jornais furados nem se esgueirando pelos cantos... Nada! Começou a achar que estava vendo filmes demais.

Então, continuou a pensar na noite anterior: “Uma mulher tão bonita como aquela, morrer assim!” O pior disso tudo, é que ninguém comentava nada. Nem na hora do almoço ouviu falar nada a respeito. Era estranho isso! Tantas pessoas ávidas por notícias da desgraça alheia. Nada de noticiário, jornal... Nada! Como é que uma mídia tão carnívora não soube de uma morte daquelas? A morte daquela mulher já estava tomando um espaço maior do que devia em suas preocupações. Já estava começando a achar que era paranóia.

Poderia até ser efeito da bebida. Mas não era. Não com aquele maldito medalhão enfiado no bolso da sua calça.

E o Tom, que já não era dos seus amigos o mais próximo, quando conversavam ao telefone, o cara parecia fingir que não tinha acontecido nada. Isso era muito estranho, porque naquele dia ele parecia estar bem assustado e ninguém esquece um susto como aquele. A impressão que dava, era que estava fugindo daquilo tudo.

(...)

Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005

Pequenas mudanças

Atendendo a alguns pedidos de amigos, resolvi alterar as cores dos textos do blog. Algumas pessoas me disseram ter dificuldades pelo pouco contraste que o vermelho tem com o preto. Portanto, mantive cores e estilos diferentes para distinguir os textos normais (como este) e os textos do livro que, ainda que sejam precedidos pelo número das posgatens, eu acho que podem-se confundir facilmente.

Um abraço para todos e voltem sempre.

Segunda-feira, Janeiro 31, 2005

Entendendo a cronologia das postagens

Como ficaria um pouco difícil de acompanhar a cronologia das postagens, uma vez que essas não tivessem uma definição explícita e, seguindo a idéia da minha prima, preferi classificar todas elas seguidas de: (Nº 1), (Nº 2), e assim por diante. Espero que fique mais fácil a leitura e localização das postagens.

Sábado, Janeiro 29, 2005

(Nº 2)

Bem! Em respeito aos milhares de pedidos das pessoas/dia, estou postando uma continuação do meu humilde romance sanguinário... ahuahuahuahuahuahuahuha!!!
Achei que somente a introdução daria muito pouco atrativo para maior interação com a estória.
Na boa!!! Quem ler e gostar (ou não), não se sinta acanhado de comentar sua opinião. Críticas construtivas são e sempre serão bem vindas.
Agora, deixem eu parar de escrever e copiar e colar (do meu "arquivo.doc") logo, a nossa estória.


(...)

Naquela noite, havia pedido companhia ao Antônio, a quem chamava de Tom. Tom era um desses grandes amigos de copos e farras. Mas, logo depois de pagarem a conta, colocaram-se a caminho de casa.

Havia faltado luz. Provavelmente resultado de um desses comuns incidentes em que algum poste cai por ai. A grande sorte, e também a única saída para quem já não estava tão bem com seus reflexos, era a generosa iluminação natural da noite. Mas no estado etílico que se encontravam, não estavam nem aí para isso.

Então, quando se detinham entre desvendar os mistérios da natureza reservados à vida, tudo que os levou a beber tanto naquela noite e todos os blá-blá-blás de bebuns... Eis que ouvem um grito! E, apesar de estarem meio atordoados, identificaram a direção do grito como se tivesse vindo logo da outra rua à que estavam. Chegaram até a ter a impressão de que alguém estivera tentando abafar quem pedia por algum tipo de ajuda.

— Ouviu isso Tom?

— Cara! Sinceramente? Acho que não. Deve ser coisa da cachaça — disse o Tom, rindo que só ele, depois do comentário.

— Vamos Tom, vamos para a “calchaça”... Ô! Para a calçada. Vamos logo, que não sabemos o que é isso, e precisamos nos esconder.

Tendo que arrastar seu amigo, uma vez que ele já estava quase se contorcendo de tanto rir com o seu atropelo na língua.

Escondidos então, depois de aproximadamente 15 segundos, Alex teve a impressão de ver um vulto passar pela esquina. Algo muito rápido. Mal sabia como conseguira enxergar aquilo. Mas preferiu não comentar nada com o Tom. Já se convencia de que estava vendo coisas demais, levado pelo pavor que já estava começando a sentir.

— Acho melhor irmos embora. Disse o Alex, então.

— É, irmão, também estou achando. Hoje eu não estou muito bem para praticar o meu jiu-jitsu não. Acho que eu ia tomar um caldo. Caindo na gargalhada pela infame piadinha de quem nunca lutou nada.

Mas, mesmo tentado se manter fora de encrenca, teriam de passar pela esquina da rua de onde supostamente ouviram "aquilo". Então, completamente amedrontados e já sem qualquer vestígio do porre, seguiram seu caminho rapidamente pela calçada contornando o quarteirão.

Ao passarem pela temida esquina ouviram, explicitamente contra a sua vontade, um gemido. Este vinha de um canto numa calçada próxima onde estavam. Ao olharem na direção do barulho, viram uma mulher caída que aparentemente suplicava por ajuda.

— Por favor, ajudem-me!

Por algum tempo se olharam, como que esperando ver quem seria o primeiro a correr para não ser culpado pela covardia. Então, após um século de dois segundos, decidiram se aproximar.

— A senhora está ferida? Perguntou Alex.

Era uma linda mulher de seus aproximados 40 anos. Cabelos negros, que cintilavam um azul brilhante por conta da noite que fazia, encobriam um semblante que, apesar de parecer desesperado, não conseguia deixar de lado uma misteriosa beleza. Sua voz trêmula era doce como a de uma princesa de contos de fadas. E o mais impressionante é que, apesar de tantas qualidades expressivas, o brilho dos seus olhos era obscurecido por um sombrio mistério.

— Eu preciso que fique com isto. Disse a mulher, olhando fixamente para Alex.
Ao falar isto, esforçou-se ao estender um de seus braços até uma altura que não passava de seus joelhos, para entregar-lhe um objeto que se assemelhava a um medalhão. Percebendo o seu esforço, Alex se abaixou e pegou o que a mulher estava tentando tão esforçadamente entregar. Era impressionante a sensação que aquela mulher lhe causava. Nunca havia sentido nada parecido. Talvez fosse por nunca ter estado perto de ninguém à beira da morte.

— E, por favor, não revele nem entregue isto a ninguém. Falou a mulher com os olhos fixos nos seus, suspirando o seu último segundo de vida.

Estas foram suas últimas palavras.

— Alex, a gente tá ferrado cara! Que negócio é este? O que vamos fazer agora? E o que é que essa mulher vê de tão importante nesse pedaço de lata?

— Calma Tom! Deixe-me tentar pensar em alguma coisa. Eu não sei o que fazer... Já sei! E como quem tivesse acabado de ter uma brilhante idéia, fala: Vamos dar o fora daqui! Rápido! Vai que daqui a pouco aparece a polícia... Eu não quero estar por perto.

Alex, então, guardou o medalhão em um de seus bolsos e puxou o Tom para saírem logo dali.

Soltando o braço das mãos de Alex, Tom fala logo em seguida:

— Tá maluco? Você nem sabe que diabo de negócio é esse, para levar isso contigo — roendo as unhas, como quem procura uma solução rápida — Tá certo! Se quiser ficar com ele, fique. Eu não me comprometo. Sei lá quem é essa dona! E no mais, brother, eu só sei de uma coisa, nunca mais bebo em toda a minha vida. Onde já começava a se descabelar de tanto que sacudia as mãos na cabeça.

— Está bem, Tom! Eu fico com isso. Depois decido o que fazer. Vamos embora.

— E o corpo dessa daí? Como é que fica hein, cara?

— Sei lá meu irmão! Eu não vi nada, e você?

— Acho que nunca gostei tanto da sua frieza. Vamos cair fora logo!

Dessa forma, apressaram-se numa caminhada de passos tão largos, que venceriam qualquer corredor de maratona. Despediram-se onde seus caminhos de casa se separavam e foram embora.
(...)

Quinta-feira, Janeiro 27, 2005

(Nº 1)

Bem! Como eu sou um cara meio paranóico com formatação de documentos, achei que seria melhor diferenciar o conteúdo do livro e postagens no blog, através de cores distintas, de maneira que tivesse como identificar as partes do livro. Pensei nisso, mais para atender àqueles que não estiverem muito interessados em ler o o blog em si, ou vice-versa... Portanto, resolvi deixar as cores do corpo de texto do livro em vermelho, daí pressupõe-se que a outra cor seja do blog... Não!?!?!?

O Nascimento de um Vampiro
A história do final de uma vida!

Como não poderia deixar de ser, uma história que se preza começa, exatamente, pelo... Começo!?

Seu nome é Alexander Sthorm ou Alex, como gostava de ser chamado. Na época já morava sozinho, o que viera a ser conseqüência de uma emancipação precoce ao entrar na faculdade e, por forças inevitáveis do destino, sofrendo, logo em seguida, a perda dos seus pais acometidos pelos males da velhice.

Atualmente tinha exatos 25 anos de idade e já era formado em antropologia. Apesar de não exercer, trabalhava como subgerente em uma transportadora que, por coincidência, era do pai da sua namorada.

Bem, quando Alex optou por antropologia, ainda estimulado pelas novas descobertas, imaginava entender o “pensar” das pessoas. Algo o levava a pensar que aprenderia a analisar a peculiaridade das diferentes etnias, conhecendo-as melhor. A evolução do homem e seus conceitos de vida em sociedade o excitavam de maneira intrigante. Chegou a acreditar que poderia chegar mais perto da verdade que todos procuram, achando assim, todas as respostas às suas perguntas.

Como nem tudo é o que se espera, houve algumas desilusões, pois apesar de ter aprendido muito, as respostas começavam a se tornar perguntas que nunca imaginou existirem...

Tudo começou quando um jovem, no auge de sua juventude, flagrava-se tentando achar o verdadeiro motivo de sua existência. Entendia ser muito difícil conseguir discernir todos os motivos que o dotavam de autonomias, tanto no pensar quanto no realizar, uma vez que existam tantos paradigmas. E estes, sejam quais forem, dominam o comportamento, o pensamento e tudo o quanto leva a aceitar ou simplesmente questionar.

Sabem quando chega uma dessas fases turbulentas, muitas vezes resultado de uma comum e inconveniente crise existencial? Pois é! Certa vez, quando teve um aumento brusco de sua constante intolerância, desentendeu-se com sua namorada. Usou isto como uma perfeita desculpa para encher a cara, e, assim, dar uma espairecida.

Na verdade não era muito devoto, mas uma lourinha gelada na mesa do bar viria muito a calhar numa hora como aquela. Afinal de contas, todo o ser humano merece um pouco de descanso!

Normalmente estava mais para o perfil de “o perfeito bebedor social”. Mas naquele dia extrapolou. Bebeu até não agüentar mais. Tomou, literalmente, um “porre”.

Finda a maratona de chopp, percebeu que já estava na hora de parar. Resolveu pagar logo a conta e cair fora, pois percebeu que não agüentaria ficar de pé tão facilmente e só conseguia lembrar naquele momento do quanto confortável, aconchegante e gostosa era a sua cama.

Foi quando começou o grande capítulo de sua vida...
(...)

Um livro!

O que eu poderia dizer a respeito desse projeto!? Original!

Pretencioso??? Não! Em absoluto! Para os que me conhecem, sabem que a modéstia dos poucos talentos que tenho, não faz jus a sua quantidade.

Pelo meu ponto de vista, que tenho um grande interesse em estórias de vampiros, achei que poderia criar uma. Uma que fosse um pouco mais atraente do tabu das que só falam em olhos vermelhos e brilhantes, acompanhados de dentes ponteagudos.

Achei que poderia criar "a história do final de uma vida"...

Algo que me fizesse aproximar mais do protagonista, participando das possibilidades em sua vida... Ou no fim dela.

O resto... Deixo para os que passarem a participar comigo na construção desse projeto.