Sextas-feiras!
Um abraço a todos.

Gostaria de pedir aos meu amados fãs... ehehehe... que não esqueçam de dar as suas "EXPLÍCITAS" opiniões a respeito do novo visual do blog, com o banner concebido e desenvolvido por mim e a minha maravilhosa prima, Cristina. Espero que POSTEM COMENTÁRIOS a respeito.
Muito obrigado pela continuidade da atenção.
(...)
Aquela semana corria normalmente e nada de anormal parecia acontecer para continuar tirando-lhe o sono. Ele seguia com o seu cotidiano sem maiores problemas. Chegou até a esquecer da existência do medalhão, o qual guardara no fundo da gaveta de tralhas que tinha em sua cômoda. Continuava levando alguns afazeres do escritório para terminar em casa, o que consumia praticamente todo o seu tempo útil. A única coisa que ainda tinha espaço garantido nas suas preocupações, era a sua Vanda, que não saía de cabeça. Mas... Como iriam se encontrar mesmo no fim-de-semana...
Opa! Alguma coisa estava errada! Havia esquecido de ligar para ela. E já era quinta-feira! A coitada já deveria estar sem dedos de tanto roer as unhas esperando seu telefonema. Como havia sido distraído! Naquele dia em saiu correndo da firma, findou esquecendo de ligar para ela.
Triiiim! E antes que o telefone tivesse chance de dar o segundo toque, ouve a voz mais linda do mundo dizendo um simples e trêmulo...
– Alô!
– Olá meu anjo!
– Alex? – dizia, como quem quisesse uma confirmação do que acabava de ouvir – Oi, amor...
O tom de sua voz já perdia a vibração trêmula, passando para um nítido estado de euforia – Como é que você está meu amor?
– Estou bem, meu anjo. Responde Alex, tentando continuar o assunto e sendo cortado logo em seguida.
– Está bem? Mas como está bem? Você simplesmente não me ligou durante toda a semana. Tem idéia de como eu estava preocupada? Nem nos vimos no domingo, porque... Ah! Eu nem sei porque! Mas não nos vimos!
Alex já percebia que o seu plano dava certo. Mesmo com toda a raiva que ela demonstrava, arrumando a desculpa por não ter ligado, continuava fingindo que não tinham brigado. Então, como já era esperado...
– Meu anjo! Estive muito ocupado durante essa semana no trabalho. Você sabe que aquilo lá está uma loucura. Acho que o seu pai está querendo me matar de tanto trabalhar. Parece até conspiração. Não encontro nem tempo para poder falar contigo.
– Ah, coitadinho... Deve estar um trapo mesmo. Vou acertar as contas com o meu pai! Pode deixar, ta?!
– Deixe isso pra lá, Vanda. Não te liguei para isso. É porque estou com vontade de dar umas voltas no fim-de-semana e achei que, de repente, você gostaria da idéia de um cineminha e quem sabe depois... Um passeio... Sei lá! O que você me diz?
– Lógico que sim. Estou morrendo de saudades. Acho que um cineminha é muito melhor do que alugar aqueles filmes na locadora. É bom de vez em quando, né?! Esse marasmo de “namoro à quatro” já está ficando chato. Falava Vanda, referindo-se ao hábito de não saírem muito, sendo praticamente obrigada pelo anti-social a dividir o espaço com seus pais.
– Ok, então!
E assim conversaram por mais algumas horas ao telefone, sem nem perceberem o tempo passar. Eles dois se completavam. Um significava tudo para o outro. Tinham uma necessidade muito grande de coexistirem. Alex não era um cara muito sociável. Achava-se muito auto-suficiente e não se preocupava em como as pessoas o viam. Parecia não precisar tanto delas quanto de si mesmo. Exceto, é claro, de Vanda.
O fim-de-semana chegou e com ele o encontro também. Os dois viram o filme e resolveram andar um pouco. Acharam melhor um parque, para poder distrair a cabeça enquanto conversavam. Tudo corria bem até que Vanda resolveu dar uma crise de ciúmes, dizendo que tinha visto uma mulher dando em cima dele.
– Mas que tremenda cara-de-pau! Como é que essa velha fica dando em cima do namorado dos outros assim?
– Pára com isso, Vanda! Que vexame é esse? Você está querendo me matar de vergonha? Dizia ele, tentando entender o motivo de todo aquele ataque.
– E você bem que está gostando, né!? Que safada... Olhando pro namorado dos outros. Cadê essa mulher? Cadê? Agora ela vai se ver comigo.
– Vanda! – Insistia Alex em chamar a atenção da namorada que parecia fora de si, tentando procurar alguém que, ao que parecia, não existia – Pára com isso! Se havia alguma mulher dando em cima de mim, já desistiu de tanto medo de você! Para falar a verdade, você está com uma cara tão feia que até eu correria. Brincou Alex, puxando-a pela cintura e preparando um cinematográfico beijo no meio do parque.
— E, por favor, não revele nem entregue isto a ninguém. Falou a mulher com os olhos fixos nos seus, suspirando o seu último segundo de vida.
Estas foram suas últimas palavras.
— Alex, a gente tá ferrado cara! Que negócio é este? O que vamos fazer agora? E o que é que essa mulher vê de tão importante nesse pedaço de lata?
— Calma Tom! Deixe-me tentar pensar em alguma coisa. Eu não sei o que fazer... Já sei! E como quem tivesse acabado de ter uma brilhante idéia, fala: Vamos dar o fora daqui! Rápido! Vai que daqui a pouco aparece a polícia... Eu não quero estar por perto.
Alex, então, guardou o medalhão em um de seus bolsos e puxou o Tom para saírem logo dali.
Soltando o braço das mãos de Alex, Tom fala logo em seguida:
— Tá maluco? Você nem sabe que diabo de negócio é esse, para levar isso contigo — roendo as unhas, como quem procura uma solução rápida — Tá certo! Se quiser ficar com ele, fique. Eu não me comprometo. Sei lá quem é essa dona! E no mais, brother, eu só sei de uma coisa, nunca mais bebo em toda a minha vida. Onde já começava a se descabelar de tanto que sacudia as mãos na cabeça.
— Está bem, Tom! Eu fico com isso. Depois decido o que fazer. Vamos embora.
— E o corpo dessa daí? Como é que fica hein, cara?
— Sei lá meu irmão! Eu não vi nada, e você?
— Acho que nunca gostei tanto da sua frieza. Vamos cair fora logo!